As principais mudanças visuais nos carros de 2017: Desenho: F1.com/Giorgio Piola
Como se não
bastassem toda a expectativa pelo novo regulamento e também ano com carros
totalmente diferentes, os bastidores da Fórmula 1 estão agitados desde
dezembro, quando um protesto da equipe Ferrari junto à FIA busca vetar o
desenvolvimento de uma nova suspensão produzida pela rival e atual tri-campeã
Mercedes.
Conhecido como
FRIC, o sistema foi banido da categoria há três anos, mas ao que parece a
equipe baseada em Brackley, na Inglaterra, encontrou uma forma de instalar o
equipamento dentro das regras. Porém os italianos descobriram e tentam proibir
a todo custo o artificio. A famosa assinatura de todos os times na categoria
poderia atrapalhar os planos da equipe de Lewis Hamilton, porém apenas três
times concordaram em tentar parar o uso desse tipo de suspensão, conforme destacado inclusive pela versão brasileira do portal Motorsport.com e também o conhecido site Grande Prêmio.
Como boa parte
dos times usa motores justamente da Mercedes, ficaria realmente difícil "atrapalhar" a própria equipe principal das unidades de potência. O sistema consiste em
ligar as suspensões traseiras e dianteiras sem um elo direto entre elas. Mas ao
mesmo tempo que o sistema possa ser de fato proibido antes do início dos testes
de pré-temporada no dia 27 de fevereiro, a Ferrari, que evidentemente está longe de ser boba, buscou desenvolver o sistema
que visa banir. Caso seja liberado, a Mercedes ganharia logo de cara e mais
uma vez uma IMENSA vantagem técnica no início do campeonato. É isso que a Ferrari justamente visa impedir para tentar brigar mais de igual para igual.
As principais mudanças visuais nos carros de 2017: Desenho: Motorsport.com/Giorgio Piola
Após tantos anos
de resultados razoáveis e melhoras apenas providenciais, a Ferrari não quer
perder terreno algum para a equipe chefiada por Toto Wolff e Niki Lauda e mais
essa “batalha” histórica entre os dois lados promete capítulos um tanto
polêmicos nas próximas semanas e até o início do campeonato. Vale lembrar que a
McLaren-Mercedes, após anos sem vitórias, começou 1998 com o pé direito junto
da dupla Hakkinen-Coulthard. Logo de cara o conjunto mostrou ser o melhor do
ano na equipe que naquela altura acabava de receber o gênio da prancheta: o
projetista Adrian Newey.
E justamente
dentro do regulamento da época, eles desenvolveram uma suspensão superior aos
rivais, o que incomodou times como a Williams por exemplo. Após muita luta de
bastidores, o sistema acabou proibido a partir dos treinos durante a segunda
etapa no Brasil. Mas não adiantou nada: aquele era apenas uma das vantagens de
um carro também quase de outro mundo e que colocou os rivais no bolso. Mesmo
com o avanço da Ferrari e de Schumacher ao longo do campeonato, Hakkinen
ganharia no Japão o primeiro título da carreira em um ano quase impecável das
flechas de prata.
Talvez o passado
mostre que os períodos de domínio na categoria sejam mais fortes do que nunca,
e mesmo com mudanças drásticas e bruscas de regulamento. O que Ferrari e fãs temem é que a Mercedes tenha essa "carta" da suspensão na manga, mas pior do que isso, não apenas ela, mas muitas além. Tudo isso começaremos
a descobrir de fato nos testes de pré-temporada e mais “profundamente” a partir do
primeiro GP do ano nas apertadas ruas de Melbourne, na Austrália.


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