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O veterano Kurt Busch surpreende e vence logo na abertura da NASCAR 2017 em Daytona.

Mesmo com carro marcado pelo contato com outros competidores, Kurt Busch seguiu rumo à vitória mais importante da carreira. - (AP Photo/Chuck Burton)

O piloto Kurt Busch, correndo pela equipe Stewart-Haas, fez a diferença na última volta da prova e venceu de forma incrível, mas incontestável as 500 milhas de Daytona, abertura da NASCAR Monster Energy Series 2017 no último domingo. Campeão em 2004 com a Roush, a vitória no circuito era um importante triunfo que faltava na carreira do competidor que tentou por 17 anos vencer no mítico oval americano. E “Buschão” alcançou o primeiro triunfo da Ford pelo time de Tony Stewart logo na estreia da parceria após complicações de adversários até super favoritos pela vitória... Que feito!

Tal posição no círculo da vitória aconteceu após uma disputa cheia de nuances, as quais Chase Eliott com o 24 da Hendrick saiu na ponta (pela segunda vez consecutiva) e até tinha chances na parte final da etapa, porém acabou ficando para trás no final. E o próprio Kurt Busch conseguiu evitar um BIG ONE que inclusive levou o heptacampeão Jimmie Johnson para fora da possibilidade de bons resultados logo no início do ano. Outro que levou a pior foi Dale Earnhardt Jr., que retornava ao certame após longa recuperação devido a uma concussão resultado de acidente em Michigan no ano passado. Desta vez Dale filho passou por cima da parte dianteira do carro de Kyle Busch em outra confusão que aconteceu durante a corrida.

Detalhes que chamaram e muito a atenção de torcedores e competidores foi a implementação do novo regulamento, que “dividiu” a prova em três segmentos pelos quais é acionada a bandeira amarela e o tempo sob o regime de pace car é contado no cômputo geral das voltas percorridas. Muitos (inclusive eu) torceram o nariz para essas mudanças um tanto que radicais classificadas como segmentos da prova. Inclusive estreou também o regulamento de pouco tempo para conserto do carro na garagem (apenas cinco minutos), o que inviabiliza o retorno de vários pilotos para a pista, porém deixa mais ingredientes de drama e adrenalina dentro da NASCAR. Mas fato é que em todos os detalhes e disputas estabelecidos o que se viu foram muitas batalhas por posições e o retorno dos packs, ou seja, as filas de carros colados fazendo até o drafting e incrementando os elementos envolvidos na corrida conforme aconteceu em temporadas passadas mas não nos últimos anos. Na maior parte da corrida não deu para os competidores que estavam mais na frente conseguirem desgarrar do pelotão com muita distância.

Até pude imaginar olhando as provas sem ser as da Cup (Truck e Xfinity) que com esses momentos de queda da adrenalina dos pilotos durante a corrida, isso poderia deixá-los mais “frios” e desatentos, além de o pelotão ficar quase sempre mais junto, ocasionando frequência superior de batidas em grupo, porém também mais emoção para os ávidos torcedores da stock car americana. E ao ver a categoria principal pude notar o quanto de competitividade aconteceu mesmo que não tenha sido a melhor das provas no local em todos os tempos ou nos últimos anos. Pelo menos a esperada procissão durante as etapas ficou mais difícil de acontecer, ou ao menos neste início de campeonato. Com relação à pontuação, os pontos ganhos durante os segmentos pelo próprio Kurt Busch ou ainda por Kevin Harvick já favoreceram os competidores para o playoff mais à frente no campeonato. Nesse ponto sempre apoiei a NASCAR com a distribuição “gorda” de bonificações ao longo das disputas, como por exemplo o piloto que lidera uma volta já garante um ponto para o “bolso.”

No final, Kyle Larson chegou a apontar como provável vencedor, mas ficou pelo caminho (neste caso específico uma pane seca) também conforme aconteceu com Chase Elliott (outro favorito) e abriu caminho para uma classificação de dez primeiros colocados até não imaginada, mas marcante. Além de Kurt Busch, o vencedor, Ryan Blaney, da Wood Brothers, foi o segundo, equipe que já venceu há poucos anos nesta pista, e AJ Allmendinger foi o terceiro. Logo atrás vieram Aric Almirola em quarto, Paul Menard em quinto e Joey Logano, apontado também como favorito para o triunfo, em sexto. Kasey Kahne foi o sétimo e o veteraníssimo Michael Waltrip, que anunciou mais uma aposentadoria definitiva, ficou em um excelente oitavo lugar, mostrando o quanto tem sorte e competência nessa pista, assim como demonstrou no passado com duas espetaculares vitórias. Matt DiBenedetto e Trevor Bayne, com a Roush, fecharam a tabela dos dez primeiros. 

Vale lembrar mais uma vez que os diversos acidentes na disputa favoreceram a um resultado com pilotos até “incomuns” de bons resultados na parte de cima da classificação final. A próxima etapa, segunda do campeonato longo de 36 provas, acontece já no domingo que vem em Atlanta. E aos poucos poderemos, que sabe, nos acostumar e interpretar melhor esse novo regulamento que muitos especialistas da categoria acreditam sim que pode dar certo. O tempo dirá até em curto prazo e nos trará grandes reações do público e da imprensa. Quem viver, verá!

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