McLaren e Ferrari: equipes que fazem parte da tradição e história na F-1 tentam se reerguer em ano de novo regulamento.
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Chegamos ao mês de fevereiro e a
expectativa pelo início da temporada só aumenta, mas antes mesmo da primeira
etapa teremos os lançamentos oficiais dos carros e os testes de inverno até o
mês de março.
O campeonato começa oficialmente no dia 26 do mesmo mês em
Melbourne, na Austrália. E equipes como a Ferrari e também a McLaren buscam se
reinventar para retornar aos dias de glórias, vitórias e títulos mundiais. Não por acaso, ambos os times
estão em um hiato de títulos bem parecido. A última conquista no campeonato de
pilotos pela Scuderia aconteceu no ano de 2007. Uma temporada muito equilibrada
e disputada, mas ainda sim imprevisível. No final das contas, após a briga de
Alonso e Hamilton, Kimi Raikkonen, calçado na regularidade e de olho nas
oportunidades, soube se aproximar na pontuação e conquistar o primeiro e único
título mundial dele até aqui.
Já são dez anos que os italianos buscam de qualquer maneira um carro bem nascido e pilotos felizes com o desempenho na pista. Se isso aconteceu na última década, foi de maneira breve, apenas. Alonso alcançou três vice-campeonatos! Bateu na trave, alcançou vitórias no braço, mas a relação azedou e ele “rasgou” o contrato que teria por mais dois anos para seguir em outro time também ansioso para subir novamente no topo do pódio, a McLaren, que recebeu junto com Alonso, o retorno dos motores japoneses da Honda há duas temporadas.
Já são dez anos que os italianos buscam de qualquer maneira um carro bem nascido e pilotos felizes com o desempenho na pista. Se isso aconteceu na última década, foi de maneira breve, apenas. Alonso alcançou três vice-campeonatos! Bateu na trave, alcançou vitórias no braço, mas a relação azedou e ele “rasgou” o contrato que teria por mais dois anos para seguir em outro time também ansioso para subir novamente no topo do pódio, a McLaren, que recebeu junto com Alonso, o retorno dos motores japoneses da Honda há duas temporadas.
No time vermelho segue a mesma
dupla: o tetracampeão Sebastian Vettel, que passou por ano apático em 2016, e
um Kimi Raikkonen extremamente experiente, e que conseguiu ser muito mais
consistente para a surpresa da maioria dos analistas e fãs da categoria.
Portanto a atual temporada será chave para o time que conquistou quinze
campeonatos de pilotos e dezesseis de construtores ao longo da história. O time
já passou dezenove anos sem conquistas de pilotos até Michael Schumacher
iniciar a maior hegemonia de todos os tempos com cinco taças consecutivas.
Nomes como Juan Manuel Fangio, Phil Hill, John Surtees, Niki Lauda, Gilles
Villeneuve e Jody Scheckter se tornaram praticamente imortais para os
torcedores conhecidos como tiffosi.
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Já a McLaren não conquista um
campeonato há nove anos, e justamente Lewis Hamilton foi o último a levantar o
caneco pelo time com base em Woking, na Inglaterra. Tal fato aconteceu em 2008
naquela famosa final eletrizante em Interlagos pela qual Felipe Massa venceu a
corrida e chegou-se a pensar que era o campeão, mas o piloto inglês conseguiu a
quinta posição que precisava na última curva e sagrou-se vitorioso por apenas
um ponto em cima do brasileiro. Aquela foi apenas uma das doze conquistas de
pilotos e oito de construtores na história. É a equipe que imortalizou nomes
como Emerson Fittipaldi, James Hunt, Niki Lauda, Ayrton Senna, Alain Prost e
Mika Hakkinen.
Sobre Alonso, se o espanhol
conseguiu desenvolver o bólido e pontuar mais em 2016, não significa que isso
salvou o desempenho do piloto. Além de passar por dois acidentes graves, um na
pré-temporada de 2015, e outro, ao capotar durante o GP da Austrália do ano
passado, essas situações o fizeram repensar valores para o futuro da carreira.
E a mudança na cabeça de Alonso, muito mais resiliente e maduro, mas não menos
lutador, também se estendem ao time que defende. A McLaren optou pela saída do
então diretor executivo do grupo, Ron Dennis, durante a última temporada, um
fato que poucos poderiam acreditar, até mesmo após os anos turbulentos do
escândalo de espionagem do time em relação à Ferrari no final dos anos 2000.
Desta forma, Zak Brown, empresário
americano de 45 anos e também ex-piloto assume o cargo para revolucionar a
equipe, e assim agradar mais os acionistas nas decisões e também conseguir uma
relação mais duradoura e pacífica com a Honda. Após duas temporadas em que
entenderam muito melhor o funcionamento e montagem da unidade de potência V-6
turbo, a tendência é que possam dar grande salto em 2017. Ao lado de Alonso, e
como substituto do aposentado Jenson Button, chega o belga Stoffel Vandoorne,
de apenas 24 anos, e que terá a grande oportunidade de mostrar serviço em um
time tradicional, mas com histórico de ser um ambiente frio e duro.
Outros passaram pela mesma
segunda vaga na equipe, e se alcançaram algum brilhantismo, sofreram também
igualmente: casos de Heikki Kovalainen, o finlandês que pouco alcançou na
categoria apesar de uma vitória circunstancial no currículo, além do mexicano
Sérgio Perez, que quase teve a carreira encerrada após ano tenso e de muitos
desentendimentos dentro e fora da pista em 2013. Perez só conseguiu retomar a
calmaria e bons resultados em uma equipe média, a Force India, na qual se
encontra até hoje. Vandoorne não pretende ser um novo Hamilton para Alonso, mas
se pontuar regularmente e até mesmo conseguir pódios em uma evolução da equipe
inglesa, será uma grata surpresa. E apesar das projeções até comuns do time nas
declarações de pré-temporada, o momento é de agir e colocar ordem na casa para
dar também motivação a Alonso e assim renovar o contrato do competidor mais bem
pago do certame ao final do ano.
Portanto, a esperança das duas
equipes é começar o ano com o pé direito e bater mais regularmente rivais mais
diretos como Williams, Force India e um patamar mais acima a Red Bull, que
promete com Verstappen e Ricciardo. No céu encontra-se a toda poderosa Mercedes
que perdeu o atual campeão Rosberg mas quer evidentemente continuar dominando o
esporte conforme faz desde 2014. Para isso precisam de muito mais que a sexta
colocação com 76 pontos da Mclaren no ano passado e o terceiro lugar da Ferrari
no mesmo ano com 398 pontos.


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