Pular para o conteúdo principal

Lançamentos 2017: Sauber e Renault almejam campeonato bem melhor após a última temporada.

Foto: Sauber/F1 Fanatic.

Estamos na semana em que a maioria das equipes da Fórmula 1 lançam os carros para a temporada, e não foi diferente nesta segunda-feira quando a Sauber divulgou ainda que pela internet, as fotos do novo chassi para o ano de 2017, inclusive com mudança nítida na pintura visando a comemoração dos 25 anos do time. E nesta terça, a Renault, que voltou como equipe de fábrica apenas no ano passado, mostrou um novo carro com linhas ousadas e uma pintura também ligeiramente diferente.

O time oriundo da Lotus após a concretização da compra ainda em 2015 mostrou o carro durante esta manhã, trazendo a cor preta para mesclar com o famoso amarelo característico da empresa. Se o time suíço que era até então a casa de Felipe Nasr tem baixo orçamento apesar da chegada do grupo Longbow, na Renault o dinheiro disponível é bem mais generoso, mas no ano passado os resultados passaram longe mesmo do ideal, quando os franceses marcaram apenas oito pontos, ficando à frente somente de Sauber e Manor em nono lugar.

Na Sauber saiu o main sponsor do Banco do Brasil, o que consequentemente levou à saída do brasileiro Felipe Nasr, mesmo o competidor acumulando a conquista dos dois únicos pontos da equipe durante o GP Brasil do ano passado. Foram inclusive esses pontos frente à Manor, que levaram o fechamento daquele que poderia ser um caminho natural para Nasr após dois anos com o time comandado por Monisha Kalterborn. Então na vaga do jovem piloto chegou outro nome recente da categoria, mas pelo qual ainda se espera despontar nas pistas do mundo: o do alemão Pascal Wherlein, que desembarca após um ano justamente na Manor, e um ponto alcançado no GP do Canadá em 2016.

Wherlein terá a disputa dura contra o sueco Marcus Ericsson, que há dois anos ocupa um dos cockpits cativos no time criado por Peter Sauber. Ericsson inclusive venceu a batalha psicológica contra Nasr ao longo da última temporada, e também devido a patrocinadores pessoais do esportista foi possível continuar no time. Sobre Wherlein, o piloto sofreu complicado acidente durante a Corrida dos Campeões neste início de ano, e uma lesão no pescoço deixou o piloto de fora ao menos da primeira bateria de testes pré-temporada em Barcelona, na Espanha. O que se comenta inclusive no paddock da categoria é que o alemão poderia ficar de fora até mesmo da primeira etapa, em Melbourne, na Austrália, que será disputada no dia 26 de março. O italiano Antonio Giovinazzi, vice-campeão da GP2, guiará o bólido em Montmeló. Se falta dinheiro na Sauber, os integrantes do time contam com a experiência do staff técnico e a criatividade para aproveitar o novo regulamento e talvez criar soluções básicas mas práticas a serem aplicadas no carro, e assim, ao menos galgar algumas posições no grid da categoria.

Destacando ainda mais a equipe Renault, podemos citar a chegada do competente alemão Nico Hulkenberg no lugar de Kevin Magnussen. Nicolas, conforme é o nome original do piloto estreou pela Williams em 2010, e “tomou de assalto” a categoria quando conquistou uma pole surpreendente na chuva em Interlagos naquele ano. Durante a temporada seguinte mostrou-se um competidor duro para o companheiro de time, o veterano Rubens Barrichello. Além de passar pela Sauber com menor brilho, posteriormente se estabeleceu na Force India, apresentando resultados consistentes e se mostrando ainda rápido, apesar dos pódios constantes do outro piloto do time, o mexicano Sérgio Perez. Em 2015, Hulk obteve o maior feito da carreira até aqui, ao vencer de forma incontestável a famosa prova das 24 horas de Le Mans com a Porsche, o que credenciou ainda mais os talentos do piloto no mundo do automobilismo.

Foto: Sky Sports F1.

Como piloto frio e dedicado, além de já ter experiência de vários anos para o desenvolvimento de carros, pode ser de que o já experimentado piloto consiga ajudar os integrantes do time a achar evoluções para o bólido e ainda ser um tutor para o jovem Jolyon Palmer. O inglês de 26 anos é filho do conhecido Jonathan Palmer, que correu durante vários anos na categoria por equipes medianas durante a década de 1980. Em 2016, Palmer filho ficou muito aquém do esperado na própria Renault, e mesmo com um carro nitidamente não competitivo, marcou apenas um único ponto. Inclusive os especialistas e fãs da categoria esperavam que o piloto não seguisse no time e pudesse abrir caminho para um outro nome mais competitivo como o próprio Felipe Nasr por exemplo. Mas, com apoio de bastidores do time ou não, fato é que Jolyon recebeu mais uma chance, o que é difícil na Fórmula 1 e precisa mais do que nunca mostrar serviço, mesmo se o carro não apresentar todas as evoluções esperadas pela equipe que constrói os chassis em Enstone, na Inglaterra.

Diante de todo esse cenário para Sauber e Renault, fica difícil imaginar os times muito à frente. Talvez pela capacidade de desenvolvimento a partir do dinheiro aplicado, os franceses possam inclusive aproveitar um motor mais potente e adaptado às novas regras que estão em vigor desde 2014. Vale lembrar que a Renault foi justamente o time pelo qual Fernando Alonso teve mais sucesso na categoria nos anos 2000, quando conquistou dois títulos em cima de nada mais nada menos que Michael Schumacher, que guiava pela Ferrari. E na Sauber, ela foi ponto de início para vários pilotos que se tornaram famosos e começaram a apresentar resultados consistentes lá mesmo, como Kimi Raikkonen, Nick Heidfeld (após breve passagem pela Prost), Felipe Massa e Sérgio Perez. Até o momento podemos destacar também que se os chassis e os carros não são os mais bonitos da história da categoria, ao menos ficaram bem melhores em pintura e linhas dos bólidos em relação a anos anteriores. E vocês, o que acharam??

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

GP do Canadá traz boas memórias de Gilles Villeneuve

A pista da Ilha de Notre Dame, no Canadá, será palco da sétima etapa da Fórmula 1 2017 no próximo final de semana. O traçado que mistura elementos de circuito de rua e também pista permanente (as tradicionais) sempre traz na memória dos fãs belos momentos de Gilles Villeneuve, herói que nasceu no país e deu verdadeiros shows com o carro da Ferrari naquele local. A percurso em Montreal estreou na categoria no ano de 1978, mas vale lembrar que a F-1 já havia corrido antes em solo canadense tanto em Mosport como também Mont-Tremblant. Porém naquela oportunidade de um local para disputa no qual os pilotos ainda não conheciam, foi exatamente o piloto local Gilles Villeneuve que ganhou a primeira corrida da carreira pilotando o carro da Ferrari. Era apenas o segundo ano do competidor no topo do automobilismo mundial. Mesmo tendo a responsabilidade de substituir Niki Lauda na  Scuderia , ele mostrou todo o potencial logo de cara para a felicidade do  comendador  Enzo ...

F-1 passa a olhar mais para o lado humano buscando se reinventar como esporte

O GP da Espanha reservou muitas emoções, inclusive na briga pela ponta na qual Hamilton e Vettel protagonizaram um duelo marcante e que deve sinalizar o que teremos na sequência do campeonato, mesmo com alternâncias entre alguns resultados. Podemos citar o próprio inglês como destaque, a bela largada de Vettel, o excelente desempenho dos dois carros da Force India, e ainda o talento de Wherlein para levar um fraco carro da Sauber ao oitavo lugar. Além disso a prova ainda teve Fernando Alonso pela primeira vez finalizando um evento da F-1 no ano com a McLaren fora da zona de pontuação, mas ainda comemorando o “feito” obtido na terra natal.  Bastou Kimi Raikkonen abandonar a etapa com uma suspensão destruída que Thomas rapidamente demonstrou a tristeza de ver o ídolo fora da disputa. A reação espontânea de um fã mais que especial. Foto: Reprodução de TV. Porém os holofotes, ou boa parte deles, foram direcionados para o jovem francês Thomas Danel, de apenas 6 anos! O efusivo...

Uma Indy 500 com menos adrenalina em 2018

O australiano Will Power venceu a edição 102 das 500 milhas de Indianapolis no último domingo, porém as poucas disputas ao longo da prova desagradaram a maioria dos fãs e aficionados da Fórmula Indy. Mesmo especialistas e profissionais que trabalham cobrindo o certame também expressaram a surpresa de assistir uma das corridas que menos chamaram a atenção nos últimos anos em Indiana. O renovado kit aerodinâmico rapidamente se tornou a aprovação estética total por parte de todos, mas a falta de competitividade nas provas, tanto na Indy 500 como por exemplo em Phoenix há alguns meses evidencia que mais mudanças são necessárias. O americano Ed Carpenter correndo com a equipe própria alcançou mais uma impressionante pole position no mítico oval e foi um dos ponteiros durante a maior parte da corrida, mas lamentou que não tenha arriscado tanto para brigar pela ponta da maior etapa do automobilismo mundial. Terminou na segunda colocação, um resultado e tanto para ser aplaudido. Os carro...