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A Williams pode surpreender durante a temporada 2017 da Fórmula 1?



Nesta sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017, a equipe inglesa Williams surpreendeu e divulgou pelas redes sociais do time as fotos que revelam o novo carro para a temporada deste ano. Nomeado de FW40, o bólido mesmo que em esquema mais de computador e evidentemente não mostrando todas as evoluções que os engenheiros e projetistas buscaram, já destaca as novidades para o regulamento imposto pela FIA. 

O lançamento "físico" acontece em 25 de fevereiro, mas já deu para ter uma boa ideia do que a trupe de Sir Frank e Claire Williams coloca para trabalho no novo campeonato. Surpresas? Sim, há boas chances delas acontecerem devido a bons resultados ainda mais por parte de Felipe Massa, um dos mais experientes do grid atual. Veja mais detalhes que poderem favorecer esse cenário:
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Apesar de no conjunto geral do que foi exibido, o carro se mostre um tanto parecido quanto o do ano passado, nítidas já são as diferenças devido às mudanças para a categoria no desafio que começa oficialmente em 26 de março na Austrália. Aparecem e chamando a atenção detalhes como por exemplo o carro mais largo (apesar que visualmente nem tanto assim), a asa traseira mais baixa, o spoiler na dianteira do carro em formato maior e estilo como se fosse uma flecha, e particularmente o que mais chamou a atenção, ao menos para mim, foi a barbatana acima da tampa do motor na carenagem. 

Esse item que ficou um tanto conhecido e de nome incomum na categoria foi muito usado na época do F-DUCT, que o piloto acionava um mecanismo pelo cockpit e o ar passava (ou não) pelas aberturas no chassi e proporcionava mais velocidade. Posteriormente acabaria banido esse detalhe, mas com a volta de uma pressão aerodinâmica maior e todas as novidades, eis que temos um esquema aerodinâmico retornando à categoria.

Evidente é que até os testes de inverno que acontecem no final de fevereiro e início de março, as duas sessões ambas em Barcelona, na Espanha, tudo deve mudar bastante. Os times costumam esconder muito o jogo em um cenário de competição extrema e disputa por afirmação no topo do esporte e é claro, pelo dinheiro. Será muito comum ver no circuito de Montmeló assim como em anos anteriores o uso de tapumes móveis a fim de bloquear a visão de equipes, fotógrafos e jornalistas mais curiosos...

Em alguns casos até mesmo os próprios mecânicos das equipes se colocam à frente dos carros ou até mesmo bloqueando a traseira dos mesmos para evitar a revelação de possíveis soluções que podem fazer a diferença e tanto na pista. É claro que em algum momento isso ficará mais nítido, mas o quanto se puder retardar isso, melhor. Assim equipes acabam saindo na frente e tomando a dianteira em um exemplo quase sempre lembrado conforme foi o caso da BrawnGP no ano de 2009, equipe na qual corriam aquele que se tornou campeão, Jenson Button, e também o brasileiro Rubens Barrichello.

A Williams passa por um ano que representa o quadragésimo aniversário do início do time de fato, já que antes Frank Williams foi dono de equipe tamném anteriormente no certame, mas os times usavam outras denominações que ainda não eram a "oficial" e que se tornou uma marca do esporte desde quatro décadas atrás. Já não bastasse esse momento emblemático, Valteri Bottas saiu rumo à Mercedes e deixou a vaga para que um então recém-recém-aposentado Massa retornasse e assim o time tivesse um tutor para o jovem canadense Lance Stroll de apenas 18 anos. O novato traz muito dinheiro da família para a esquadra inglesa, e além disso a saída negociada de Bottas para a vaga de Rosberg nas flechas de prata representou a importante e até então considerada apenas como potencial e milagrosa economia no quesito motores para o time que tem base em Oxfordshire.

Diferenças do bólido de 2016 e 2017 - Fonte: F1Fanatic

A Williams conquistou um título pela última vez em 1997 com Jacques Villeneuve, curiosamente também canadense. Para somar, Paddy Lowe acertou com o time que foi o último de Ayrton Senna na F-1, e o diretor técnico muito experiente, vitorioso e sábio, mesmo que demore para começar o trabalho efetivo e oficial no time já deve ajudar e muito com ideias e visões inovadoras para um time que precisa mesmo com orçamento bem menor que os times de ponta, melhorar setores como a própria aerodinâmica e as estratégias. Ao menos nos últimos anos, Felipe Massa ganhou como o pit stop mais rápido da categoria.

O carro tem a mesma pintura que já se tornou clássica com a empresa de bebidas Martini nos últimos três anos, e as linhas sugerem um projeto limpo e serem firulas, o que pode nos fazer imaginar uma solução prática e talvez muito eficiente mesmo com os motores na forma de versão atrasada fornecidos pela Mercedes.

Portanto, todos esses elementos nos fazem crer que apesar da queda vertiginosa de rendimento após o bom ano de 2014, a Williams possa surpreender mais uma vez e quem sabe resgatar um pouco do espirito garagista e vencedor do passado, fato alcançado pela BrawnGP, mas nunca igualado novamente até aqui. Tarefa dificílima, mas não impossível.

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