A nova temporada da Fórmula 1 começa só em março, na Austrália, quando todos os competidores alinharão seus carros na pista de Melbourne. E antes disso os primeiros meses do ano ficarão reservados para eventos de mídia, lançamentos dos bólidos e os famosos testes de pré-temporada.
Com o ano apenas começando neste dia número 1 e as pessoas ainda na ressaca da grande virada, fica difícil fazer um prognóstico técnico, mas as notícias mais recentes e os resultados da última disputa já dão um certo panorama em que podemos imaginar mais uma vez a força da Mercedes no topo, porém com Ferrari e Red Bull correndo logo atrás.
Com o melhor entendimento do regulamento técnico, creio que ficou bem melhor para os dois times rivais da Mercedes chegarem a um desenvolvimento que permitam disputas mais acirradas do que vimos em 2016. Portanto eu ainda acredito em uma Scuderia com os italianos desesperados por uma sequência de resultados que os levem junto de Vettel rumo ao sonhado título que não vem no time há mais de dez anos. Raikkonen, o companheiro de equipe, continua pressionado e com contrato de um ano apenas, porém dá a entender que está mais motivado e pode fazer um papel de escudeiro para próximo para o outro piloto do time que é o líder na equipe.
A Red Bull tem uma das duplas mais fortes de todo o grid: Ricciardo e Verstappen. O holandês ressurgiu das cinzas na segunda metade do ano passado e teve vários desempenhos consistentes além das vitórias, sempre tão importantes no campeonato. Com outro astral, Max tem o melhor à disposição em relação ao equipamento e staff técnico para ser um dos cabeças na tabela do mundial de pontos. Já Ricciardo é bem mais experiente e ficado, porém não menos veloz. Também não quer ficar para trás na briga interna da Red Bull e o sorriso do piloto mais carismático do grid não quer dizer que ele seja bonzinho. Ele está de olho em todas as movimentações do grid para aproveitar o momento certo e dar o bote para trilhar o caminho do primeiro título mundial.
E na Mercedes, conforme já citei ela, o elenco da estrela de três pontas tem provavelmente o maior poder de reação no grid mesmo quando começa o campeonato atrás e vimos isso em 2016. Eles sempre trabalham duro e buscam os melhores profissionais e tecnologias disponíveis para colocar Hamilton e Bottas incansáveis no topo do esporte a motor. Lewis está na melhor forma da carreira e impressiona pelo foco e dedicação, sendo sempre relacionado ao ídolo Ayrton Senna. Porém quando ganha com facilidade e em sequência acaba subido um pouco demais essa motivação e ainda acaba se perdendo. Mas tem se tornado raros os erros do tetracampeão da categoria. Já para Bottas será mais um ano de afirmação após se acostumar com o novo ambiente germânico depois da passagem inicial pela Williams. A cobrança é evidentemente muito maior e não passaram batidos os momentos em que o finlandês se atrapalhou ou ficou apático em 2017. Valtteri conseguiu se recuperar a tempo de fazer também uma excelente parte final do ano, mas quase que esse momento tomou contornos dramáticos, afinal muitos torcedores e até membros da Mercedes vinham bastante impacientes com o jovem piloto. Agora não dá mais para justificar que é o primeiro ano e outros detalhes, o momento é de resultados e comprovação prática.
Portanto, meus amigos, a briga pode ser muito embolada em 2018 e vamos torcer para que isso de fato aconteça e traga corridas um tanto mais interessantes. Essas são as minhas expectativas iniciais para o pelotão da ponta nas corridas. O resto do grid também pode reservar muitas surpresas conforme até já falamos nesta coluna. As boas ideias no campeonato estão aí para deixar o circo da Fórmula 1 pegando fogo em emoções na pista. Um grande abraço e desejo um excelente 2018 para todos!



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