(Photo by Nick Laham/Getty Images)
O novo caminho dos "Open-Wheelers" -
adicionado em quarta 05 dezembro 2007 20:38
Olá amigos,
Já não é novidade para ninguém que acompanha mais a fundo o automobilismo, que a opção mais procurada atualmente está na maior categoria de stockcars do mundo: a norte-americana NASCAR.
E isso vem a acontecer em um momento muito crucial para este esporte, que começava a perder audiência e público mesmo nos autódromos. Apesar de perder, sempre houve participação em peso dos fãs e os autódromos continuaram cheios nesta temporada. Esse era um sinal, mesmo que fraco, onde talvez fosse o começo de uma possível decadência após tantos anos no topo, o que têm sido "combatido" pelas estratégias de marketing da categoria, seu regulamento muito específico e principalmente um grid cheio somado a vários "shows" na pista, de preferência com muitos carros andando juntos e acidentes espetaculares, porém com consequência zero para os pilotos. Essa queda ainda não foi sentida, porque este milionário mundo precisa perder demais para se encontrar em uma situação complicada. Após a decadência dos monopostos, que permanecem na ativa, mas com pouquíssima expressão e muito fracos em faturamento, o automobilismo nos EUA praticamente se limitou aos "carros fechados". São diversas categorias em um calendário que dura praticamente o ano inteiro, em todo tipo de oval e dois mistos para ser mais preciso. Ah, sem contar a enorme cobertura dos canais, tanto abertos como os de assinatura. Some isso a contratos com valores inimagináveis para outras modalidades das corridas, inclusive em comparação à própria F1 em alguns casos, some também o que recebem de patrocínio e exposição em mídia, além de ser um ambiente mais livre, divertido, e que respira competitividade sem neuroses como o excessivo preparo físico, dispensado (de longe) pela maioria dos "racers". Assim, correr em círculos, e virar só para a esquerda em corridas com quinhentas, ou seiscentas (!!!) voltas, tendo a duração, muitas vezes de três ou até mesmo quatro horas de competição deixou de ser apenas um jeito americano de esporte a motor. Fato, inclusive, que aconteceu com a própria CART até a metade dos anos noventa. Isso atraiu pilotos de categorias de monoposto em situações de não possuírem mais nada a fazer onde estavam, por já terem conseguido a maior parte de seus objetivos (caso de Sam Hornish Jr. e Dario Franchitti) e também aqueles que já haviam perdido sua oportunidade de ainda mostrar talento após temporadas problemáticas (como Jacques Villeneuve e Patrick Carpentier). Não coloco nesta lista os já estabelecidos Robby Gordon e Tony Stewart, pois ambos já possuiam o "estilo americano" de guiar, com Gordon já tendo participado em provas esporádicas desde 1991, sem contar as categorias Off-Road, Trans-Am e IMSA e Stewart praticamente não sabia o que era correr em mistos depois dos seus vários títulos nos ovais de terra com Midgets, nas retas do campeonato de dragsters e na então recém criada IRL. É claro que não esqueci do "pivô" dessa discussão e que iniciou esta história de maneira mais clara e direta há mais de um ano, ao tomar a decisão de deixar a confusa equipe Mclaren e ingressar em um universo totalmente desconhecido, então estamos falando evidentemente de Juan Pablo Montoya.
O colombiano deixou a F1 ainda na metade de 2006 e tendo contatos junto ao seu antigo chefe da era "dourada" da Indy (que também possui equipe na NASCAR), conseguiu voltar ao automobilismo americano, naquela que foi a notícia bombástica do ano. Um fato que muitos consideraram absurdo, trocar a elite por outra categoria ainda desconhecida e nem sempre bem interpretada por muitos países, já acostumados com o "jeito europeu" da coisa. E ainda havia o risco de Montoya arranhar ainda mais sua imagem já desgastada dos tempos de Mclaren. Mas, contra todas as expectativas, ele fez sua estréia, ainda em 2006, correndo diversas provas na categoria inferior (chamada até este ano de Busch Series) e conseguiu classificação para a etapa final na categoria maior em Homestead, onde corria no meio do pelotão e sofreu um forte acidente batendo de traseira na curva quatro, inclusive com o carro envolto em chamas, de onde saiu ileso, mas mesmo com isso, já tinha adiquirido experiência suficiente para abrir a temporada de 2007 entre as feras estabelecidas desta série. Neste ano, ele mostrou combatividade muitas vezes, em outras se deu mal por estar no meio do pelotão, e não deixou de se envolver em polêmica após conseguir sua primeira vitória na Busch Series no México em que tocou no seu companheiro de equipe, Scott Pruett, tirando-o da pista. E alheio a isso tudo, conseguiu um espetacular triunfo pela Nextel Cup na pista de Infineon (antiga Sears Point) largando bem de trás do grid, e passou praticamente todos os seus concorrentes, calando a boca de seus críticos e se estabelecendo como o segundo estrangeiro a conquistar um evento da categoria em sua história. Mais a frente ainda adicionaria outro bom resultado: segundo lugar na Brickyard 400 em Indianápolis, sempre andando entre os primeiros. Já ao final das trinta e seis (!!!) etapas ele confirmou o título de novato do ano. Realmente nada mal. O seu relativo sucesso foi mais um motivo, dentre os vários já citados, para atrair os pilotos de outras categorias. E essa situação tem dois lados:
1° - O positivo é que a categoria expande suas transmissões e seu interesse ainda mais pelo resto do mundo com a chegada de pilotos estrangeiros, diversificando seu grid, e ganhando em importância por "misturar" craques já estabelecidos com feras de outras modalidades. Uma grande disputa que com certeza atrai ainda mais o público!
Já não é novidade para ninguém que acompanha mais a fundo o automobilismo, que a opção mais procurada atualmente está na maior categoria de stockcars do mundo: a norte-americana NASCAR.
E isso vem a acontecer em um momento muito crucial para este esporte, que começava a perder audiência e público mesmo nos autódromos. Apesar de perder, sempre houve participação em peso dos fãs e os autódromos continuaram cheios nesta temporada. Esse era um sinal, mesmo que fraco, onde talvez fosse o começo de uma possível decadência após tantos anos no topo, o que têm sido "combatido" pelas estratégias de marketing da categoria, seu regulamento muito específico e principalmente um grid cheio somado a vários "shows" na pista, de preferência com muitos carros andando juntos e acidentes espetaculares, porém com consequência zero para os pilotos. Essa queda ainda não foi sentida, porque este milionário mundo precisa perder demais para se encontrar em uma situação complicada. Após a decadência dos monopostos, que permanecem na ativa, mas com pouquíssima expressão e muito fracos em faturamento, o automobilismo nos EUA praticamente se limitou aos "carros fechados". São diversas categorias em um calendário que dura praticamente o ano inteiro, em todo tipo de oval e dois mistos para ser mais preciso. Ah, sem contar a enorme cobertura dos canais, tanto abertos como os de assinatura. Some isso a contratos com valores inimagináveis para outras modalidades das corridas, inclusive em comparação à própria F1 em alguns casos, some também o que recebem de patrocínio e exposição em mídia, além de ser um ambiente mais livre, divertido, e que respira competitividade sem neuroses como o excessivo preparo físico, dispensado (de longe) pela maioria dos "racers". Assim, correr em círculos, e virar só para a esquerda em corridas com quinhentas, ou seiscentas (!!!) voltas, tendo a duração, muitas vezes de três ou até mesmo quatro horas de competição deixou de ser apenas um jeito americano de esporte a motor. Fato, inclusive, que aconteceu com a própria CART até a metade dos anos noventa. Isso atraiu pilotos de categorias de monoposto em situações de não possuírem mais nada a fazer onde estavam, por já terem conseguido a maior parte de seus objetivos (caso de Sam Hornish Jr. e Dario Franchitti) e também aqueles que já haviam perdido sua oportunidade de ainda mostrar talento após temporadas problemáticas (como Jacques Villeneuve e Patrick Carpentier). Não coloco nesta lista os já estabelecidos Robby Gordon e Tony Stewart, pois ambos já possuiam o "estilo americano" de guiar, com Gordon já tendo participado em provas esporádicas desde 1991, sem contar as categorias Off-Road, Trans-Am e IMSA e Stewart praticamente não sabia o que era correr em mistos depois dos seus vários títulos nos ovais de terra com Midgets, nas retas do campeonato de dragsters e na então recém criada IRL. É claro que não esqueci do "pivô" dessa discussão e que iniciou esta história de maneira mais clara e direta há mais de um ano, ao tomar a decisão de deixar a confusa equipe Mclaren e ingressar em um universo totalmente desconhecido, então estamos falando evidentemente de Juan Pablo Montoya.
O colombiano deixou a F1 ainda na metade de 2006 e tendo contatos junto ao seu antigo chefe da era "dourada" da Indy (que também possui equipe na NASCAR), conseguiu voltar ao automobilismo americano, naquela que foi a notícia bombástica do ano. Um fato que muitos consideraram absurdo, trocar a elite por outra categoria ainda desconhecida e nem sempre bem interpretada por muitos países, já acostumados com o "jeito europeu" da coisa. E ainda havia o risco de Montoya arranhar ainda mais sua imagem já desgastada dos tempos de Mclaren. Mas, contra todas as expectativas, ele fez sua estréia, ainda em 2006, correndo diversas provas na categoria inferior (chamada até este ano de Busch Series) e conseguiu classificação para a etapa final na categoria maior em Homestead, onde corria no meio do pelotão e sofreu um forte acidente batendo de traseira na curva quatro, inclusive com o carro envolto em chamas, de onde saiu ileso, mas mesmo com isso, já tinha adiquirido experiência suficiente para abrir a temporada de 2007 entre as feras estabelecidas desta série. Neste ano, ele mostrou combatividade muitas vezes, em outras se deu mal por estar no meio do pelotão, e não deixou de se envolver em polêmica após conseguir sua primeira vitória na Busch Series no México em que tocou no seu companheiro de equipe, Scott Pruett, tirando-o da pista. E alheio a isso tudo, conseguiu um espetacular triunfo pela Nextel Cup na pista de Infineon (antiga Sears Point) largando bem de trás do grid, e passou praticamente todos os seus concorrentes, calando a boca de seus críticos e se estabelecendo como o segundo estrangeiro a conquistar um evento da categoria em sua história. Mais a frente ainda adicionaria outro bom resultado: segundo lugar na Brickyard 400 em Indianápolis, sempre andando entre os primeiros. Já ao final das trinta e seis (!!!) etapas ele confirmou o título de novato do ano. Realmente nada mal. O seu relativo sucesso foi mais um motivo, dentre os vários já citados, para atrair os pilotos de outras categorias. E essa situação tem dois lados:
1° - O positivo é que a categoria expande suas transmissões e seu interesse ainda mais pelo resto do mundo com a chegada de pilotos estrangeiros, diversificando seu grid, e ganhando em importância por "misturar" craques já estabelecidos com feras de outras modalidades. Uma grande disputa que com certeza atrai ainda mais o público!
2° - Já o aspecto negativo se apresenta no que diz respeito a própria organização do evento, que não deve se empolgar e querer competir com a Fórmula 1, em um processo que já aconteceu antes, e que em manobras de bastidores por parte da FIA, ajudou a dizimar importantes campeonatos, como o Mundial de Marcas, o antigo (e bom) DTM e causou a decadência da Indy. Não adianta querer visitar dez países ou trazer mais e mais pilotos de importantes categorias, isso mudaria a essência do esporte e, consequentemente, tiraria o foco do público local, que detesta qualquer invasão e perda de suas origens já repetidas há aproximadamente cinquenta anos, perdendo assim, o interesse dos próprios americanos (que é o mais importante). Então, é apenas uma questão de agirem com bom senso e permanecerem "ligados" ao que acontece ao seu redor. Perderem o controle e deixarem que as provas tenham uns 20 estrangeiros por exemplo... Seguindo esta linha, continuarão com o seu já incrível sucesso.
Mesmo diante de tudo isso, ainda existem as grandes novidades como a mudança (de novo) do nome das categorias como a Nextel que passa a se chamar Sprint Cup e a Busch Series que se torna Nationwide Insurance Series. Apresenta-se ainda, um piloto que seria a maior esperança de finalmente ser competitivo com uma equipe melhor: Dale Earnhardt Jr. (o queridinho da América) que terá em suas mãos um carro de ponta, da Hendrick Motorsports com o numeral 88 e patrocínio da Mountain Dew/National Guard, simplesmente a principal equipe desta era. Espera-se que ele consiga fazer frente aos já super estabelecidos Jeff Gordon e o atual bi-campeão Jimmie Johnson.
Já a equipe para prestar muita atenção é a Joe Gibbs Racing que utilizará os propulsores da Toyota e promete reagir após dois campeonatos consecutivos da Hendrick.
Motivo de muito debate, mas também esperança de competitividade, os já bastante testados chassis COTs (Car of Tomorrow) serão usados em tempo integral e mesmo mais baratos e igualando todos os carros, são motivos de polêmica por, provavelmente terem sido os causadores de verdadeiras procissões em 2007 mesmo em circuitos longos como Talladega. Todos os fãs acreditam que isso irá mudar a partir da 50° Daytona 500 e que o tão comentado novo carro realmente ajude a melhorar ainda mais as disputas.
Portanto, não se esqueçam de ficar ligados na NASCAR em 2008, onde vai ser curioso observar todas estas novidades acontecendo apenas de uma vez, trazendo grandes mudanças!
Motivo de muito debate, mas também esperança de competitividade, os já bastante testados chassis COTs (Car of Tomorrow) serão usados em tempo integral e mesmo mais baratos e igualando todos os carros, são motivos de polêmica por, provavelmente terem sido os causadores de verdadeiras procissões em 2007 mesmo em circuitos longos como Talladega. Todos os fãs acreditam que isso irá mudar a partir da 50° Daytona 500 e que o tão comentado novo carro realmente ajude a melhorar ainda mais as disputas.
Portanto, não se esqueçam de ficar ligados na NASCAR em 2008, onde vai ser curioso observar todas estas novidades acontecendo apenas de uma vez, trazendo grandes mudanças!

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