Pista francesa voltou
ao calendário após 28 anos de ausência
O inglês Lewis Hamilton deu um
verdadeiro passeio dominical e venceu com facilidade o GP da França neste
domingo. Partindo da pole position, em praticamente nenhum momento o piloto da
Mercedes foi incomodado na liderança da corrida. Max Verstappen, da Red Bull,
foi o segundo, e Kimi Raikkonen, da Ferrari, o terceiro. A prova marcou o
retorno das disputas em solo francês após dez anos. O último GP aconteceu em um
local diferente, Magny Cours, em 2008. Já o circuito de Paul Ricard retornou
como “palco” do país após quase três décadas completas, uma surpresa quando
muitos fãs e aficionados não esperavam que isso pudesse acontecer novamente.
O principal momento da etapa
aconteceu justamente logo após a largada, quando Sebastian Vettel, da Ferrari,
largando em terceiro, acabou tocando o carro de Valtteri Bottas. Com o erro do
alemão tetracampeão mundial no choque com o carro da Mercedes, ele teve o bico
avariado e precisou fazer uma prova de recuperação, terminando no quarto lugar.
Uma manobra pouco esperada e até incomum por parte do piloto, um vacilo que
pode custar até a tão sonhada conquista da taça no final de 2018. Bottas também
precisou escalar o pelotão em busca de melhores posições mas fechou apenas em
sétimo, um resultado um tanto burocrático. Com a falha crucial de Sebastian na
largada ele agora está a 14 pontos atrás do líder, Hamilton. Foi realmente um
momento que poderia ser evitado pelo piloto da “Scuderia Italiana”, podemos
avaliar. Afinal, ele largou com toda a vontade mesmo o carro patinando um pouco
durante os primeiros metros percorridos e mesmo que fosse comedido naquele
momento, teria muito menos a perder.
No lance durante a reta de
largada, Vettel ainda ficou “encaixotado” entre as duas Mercedes, sem ter aonde
ir. Justamente nesse momento é que ele pode ter se afobado mesmo com toda a
experiência acumulada na Fórmula 1. Durante a primeira curva acabou forçando um
pouco na retomada de velocidade, o carro passou reto e assim a batida foi
inevitável. Ao menos o alemão assumiu o erro e responsabilidade pelo incidente,
isentando Bottas em relação ao que aconteceu, claro. Diferente de um Vettel
como há algum tempo acompanhávamos no certame. Ele só vivia reclamando de “Deus
e o mundo” pelo rádio com a equipe!
Já o desempenho avassalador de
Hamilton começou ainda durante os treinos e também ao longo da classificação no
sábado. A Mercedes trouxe uma nova atualização de motor para o final de semana
e os carros do time renderam muito além do esperado, surpreendendo o time da
Ferrari. A especificação de pneus estipulada pela Pirelli (a fornecedora única
do campeonato) também é outro fator que tem contribuído para o bom rendimento
em determinadas pistas do calendário, e conforme foi apresentado pelo time da
estrela de três pontas na França. O momento de evolução no ano recaiu novamente
para a equipe de Hamilton e Bottas, portanto a disputa volta a ficar
equilibrada.
Para se manter essa briga ponto a
ponto, é preciso que os ferraristas encontrem novas soluções no carro e também
para o motor o quanto antes, apesar que a proximidade das corridas a seguir não
venha a sugerir grandes mudanças com possibilidade real de serem efetuadas. Só
com alguma solução boa para o acerto do carro eles podem pensar em equiparar
novamente o duelo de forças com os adversários e que é acompanhado com
ansiedade pelos fãs do esporte. Os italianos não podem se desesperar. Perder a
harmonia do ambiente interno já aconteceu facilmente em outras ocasiões,
inclusive até em anos recentes. Vale lembrar que já na próxima semana teremos o
GP da Áustria, um traçado que foi bem mais veloz em outros tempos, porém o
circuito adaptado a partir dos anos 1990 ainda garante altas velocidades e
muitas emoções. E após mais sete dias teremos outro palco com o giro do motor
em alta, afinal Silverstone é um dos cenários mais tradicionais da categoria.
Foi lá que aconteceu a primeira disputa oficial de todas, em 13 de maio de
1950. Grande abraço, galera, boa semana a todos e até a próxima!
O volante de ouro da corrida: Charles Leclerc, da Sauber, que finalizou
em décimo lugar e garantiu mais um ponto durante a trajetória dele na Fórmula
1. Guiou com precisão mais uma vez apesar de um carro limitado e pouca
experiência na categoria. O que se comenta nos boxes do certame é que ele pode
ir para a Ferrari e se tornar companheiro de Sebastian Vettel na próxima
temporada.
O pneu furado da corrida: Sebastian Vettel, da Ferrari, que jogou
fora uma importante oportunidade de acumular bons pontos na luta pelo
campeonato. Foi um erro completo na conta do alemão, que não pode culpar
ninguém. Felizmente ele não deu outras desculpas dessa vez. Assumiu o grande
vacilo.
Por James Azevedo.
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