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F-1: Começaram os lançamentos da temporada 2018

Mesmo que a largada para a temporada 2018 da Fórmula 1 só venha a acontecer no dia 25 de março com o GP da Austrália, em Melbourne, muitas novidades já aparecem neste mês de fevereiro. E uma das mais aguardadas pelo circo da categoria, público e os fãs mais empolgados são os lançamentos oficiais dos carros nas equipes do certame. Quem teve a honra de “abrir os trabalhos” foi a Haas na semana passada. E depois apareceram os novos bólidos da Williams e também nesta segunda-feira o da Red Bull (apesar da pintura específica ser apenas da pré-temporada).


Em anos e décadas anteriores as apresentações dos novos chassis eram cheias de expectativa, pompa, glamour e charme. Em tempos de crise ao redor do mundo isso veio caindo ao longo dos anos. De algum tempo para cá os times preferem a solução mais direta e barata: mostram as novidades através de releases, fotos ou até mesmo transmissões ao vivo, só que pela boa e difundida internet. Os eventos dos anos 1990, por exemplo, fazem lembrar uma ocasião pela qual a então fria e tipicamente britânica McLaren mostrou seu carro junto de uma apresentação das Spice Girls, vejam só (E elas estão voltando em 2018!).

O time americano da Haas terá mais um período de tarefa difícil em 2018. Após a estreia surpreendente e marcando pontos no ano de 2016, a equipe e o conjunto precisarão trabalhar muito e torcer para que o carro seja bem nascido. Assim poderiam deixar a incômoda posição de lutar pela da zona intermediária do grid ou até mais atrás conforme já ficaram. A regularidade nos pontos é colocada como principal meta. A dupla permanece a mesma: o experiente e agora seguro Romain Grosjean, francês que já passou pela Lotus, além do dinamarquês Kevin Magnussen, filho de Jan, piloto que correu junto de Rubens Barrichello há muitos anos na F-1. O carro já mostrou a famosa solução de proteção que vem dividindo opiniões: o halo. Uma questão que as equipes aproveitam para maquiar as coisas é fazer uma projeção do carro por meio de uma imagem de computador e as vezes até colocando a foto do bólido sobre um fundo preto. Assim conseguem gerar uma espécie de camuflagem e sempre evitando revelar detalhes técnicos preciosos tão cedo no ano.


Durante a última semana outro nome importante do certame revelou para o mundo um carro carregado de esperanças: a Williams. O time britânico que já contou com tantos brasileiros desta vez vai só de dos pilotos pagantes: segue o polêmico Lance Stroll, jovem canadense que andou inclusive dizendo para a imprensa sobre não ter aprendido nada pelo fato de ter competido ao lado de Felipe Massa durante o ano de 2017. Que ingratidão! Uma declaração dessas deve ter colocado os assessores da equipe de cabelos em pé! E substituindo justamente o brasileiro chega um novato: o russo Sergey Sirotkin. Apoiado por diversos patrocinadores da terra natal ficou mais fácil para o competidor de 22 anos assumir a vaga até então esperada para Robert Kubica, o polonês que esperava retornar após um acidente grave de rali há sete anos. É uma dupla explosiva, sem dúvida, e o trunfo para a equipe é finalmente receber as orientações totais de Paddy Lowe (ex-Mercedes), diretor técnico que mesmo chegando ao grupo já em 2017, agora teve tempo para trabalhar e orientar melhor os integrantes. Outro tipo de orientação virá exatamente de Kubica, o terceiro piloto (ou piloto reserva). O carro já se mostrou bem diferente dos anteriores e muitos dizem que o profissional Lowe levou diversas soluções de experiências recentes para a equipe, claro.



Para fechar temos também a Red Bull, outrora mega campeã com o alemão Sebastian Vettel e que soube se recuperar com o tempo para recrutar uma dupla forte e também em alto nível: Daniel Ricciardo e Max Verstappen. Os pilotos perspicazes e velozes seguem mais um ano pela esquadra da empresa de energéticos. Depois de evoluir durante 2017, a expectativa é que briguem mais de igual para igual com a poderosa Mercedes. O carro exibido nesta segunda trouxe uma pintura que de cara agradou aos fãs e seguidores do esporte além de ter sido conduzido logo para a pista e as famosas primeiras voltas de verificação. Porém o layout deverá ficar mesmo apenas na pré-temporada, um artifício com intuito de ajudar a não deixar tão claro novidades que possam atrair a atenção dos rivais na pista. 

O chassi continua a demonstrar linhas simples mas eficientes e eles como equipe pretendem evoluir nesse quesito aerodinâmico para que juntamente com o agora forte motor Renault (batizado Tag Heuer) possam chegar mais no topo do pódio e finalmente assim briguem pelo título. Durante a semana outros times terão a oportunidade de mostrarem os novos bólidos sempre, é claro, com o discurso otimista que o chassi é melhor que o anterior e os pilotos motivados ou animados. Quando começarem os testes em Barcelona no dia 26 deste mês aí é que teremos algum indício de como pode ser o começo de ano para a primeira prova na Austrália. Um grande abraço, galera, e até a próxima!

Texto a ser publicado também no site do Pop Bola Esporte Clube.

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