Nesta segunda-feira começaram os
primeiros testes de pré-temporada da Fórmula 1 no circuito de Barcelona, na
Espanha, visando entender e desenvolver todos os carros para a primeira etapa
do ano. A abertura oficial acontece no dia 25 de março em Melbourne, na
Austrália. O caminho ainda é longo até lá e muitos itens devem ser aprimorados
e verificados, porém com certeza já passaremos a ter um indício do que vem pela
frente para o início das disputas em breve.
A nova e chamativa McLaren com certeza será um dos destaques visuais da temporada, porém espera-se que com novo motor finalmente possam brigar mais pelos ponteiros do grid.
O traçado da Catalunha é
extremamente conhecido dos pilotos já que há décadas se tornou palco dos também
conhecidos testes de inverno (outra forma como são chamados), quando tudo o que
foi proposto, criado e melhorado nos computadores pode ser colocado em prática
na pista. De alguns anos para cá o cenário de gastos mudou um pouco, já que
antes os testes eram ilimitados e equipes como a Ferrari aproveitavam a então
fase e o fato de terem circuitos na Itália para realizarem testes até cansarem.
Com o início da semana, a primeira “bateria” de treinamentos acontece no
circuito que também recebe a etapa espanhola da categoria. Os primeiros dias de
experimentação e checagem vão de 26 de fevereiro até primeiro de março. E a
fase final, muito mais definitiva, claro, começa em seis de março e fechando os
trabalhos finalmente no dia nove. Depois disso carro na pista para valer mesmo
só no traçado de rua australiano.
Ao longo da última semana quase
todas as equipes do certame já lançaram os carros para este novo ano de
velocidade e freadas roda a roda na categoria: Ferrari, McLaren, Mercedes,
Force India e Toro Rosso, por exemplo. Realizaram filmagens promocionais e
aproveitaram para dar algumas voltas em formato extra nos traçados. De todas
essas quem mais surpreendeu no esquema de pintura foi a inglesa McLaren.
Remetendo aos tempos do início na Fórmula 1 há 50 anos, o time adotou novamente
o laranja, cor original da equipe, porém desta vez com uma variação de pintura
estilo “papaia” e trazendo o azul no carro também. A novidade técnica que
chamou a atenção evidentemente foi a troca dos propulsores da Honda pela
francesa Renault. Com novo motor e outros métodos de trabalho eles esperam
sorte bem melhor neste ano. Alonso mais uma vez está motivado e empenhado para
ajudar o grupo que está ao redor dele, porém se o carro começar a apresentar
problemas novamente, creio que a paciência ficará pouca de novo. Apesar de tudo
acho que com a mudança eles têm tudo para se posicionarem mais na zona de
pontuação e buscarem bons resultados, alguns até mais na frente, eventualmente.
Vamos aguardar o que cada dia de testes pode trazer.
A Toro Rosso é uma equipe a ser bem observada durante o ano de 2018. Afinal recebeu os motores Honda que então estavam na McLaren. Apesar de apenas o primeiro ano com os japoneses, fica a curiosidade se logo de chegada eles podem apresentar um desempenho melhor.
É importante lembrar que neste
cenário preliminar e de muitas modificações a acontecerem, muito do que aparece
pode não ser a realidade para o resto do ano na Fórmula 1. Algumas equipes
medianas e pequenas buscam os famosos “15 minutos” de fama para chamar a
atenção de patrocinadores e também se posicionarem melhor na mídia mundial.
Como não há checagem se estão no regulamento ou não existem aqueles times que
costumam apelar para aparecerem no topo da tabela e assim se destacarem mais,
porém com desempenhos fora da realidade ou voltas cronometradas realizadas em
momentos chave, quando quase ninguém está na pista buscando voltas mais rápidas
ou então utilizando pouquíssima gasolina no tanque. É uma forma de se mostrarem
ao mundo nos jornais impressos e atualmente, é claro, na famosa internet. Aí
fica fácil!!!
Nos testes os pilotos não têm
vida de popstar ou com o glamour que imaginamos. Ao menos não naquele momento
específico ali: eles chegam cedo na pista, acompanham todos os dados destacados
pelo time, fazem as próprias avaliações, conversam com mecânicos, engenheiros e
integrantes do grupo presentes no treinamento, além, evidentemente, de
colocarem o bólido para correr com velocidade e vontade na pista, fazendo todas
as avaliações minuciosas, precisas e técnicas. Assim podem passar aos
especialistas da equipe se está tudo ok ou o que precisa ser mudado e evoluído.
Nesse quesito tudo fica um pouco mais fácil para os experientes, por exemplo,
como o espanhol Fernando Alonso, bicampeão mundial e reconhecidamente colocado
como o mais completo e melhor piloto da categoria.
A Sauber recebeu finalmente um grande aporte financeiro: o da Alfa Romeo. Se Marcus Ericsson traz mais benefícios econômicos para o time e nem tanto talento assim, o mesmo não se pode esperar de Charles Leclerc, promessa e aposta de muitos que acompanham o automobilismo.
Depois de várias sequências
com voltas rápidas e levando os carros ao limite, ao final do dia a pista têm
os trabalhos encerrados só que a vida de trabalho dos competidores não se
encerra por ali. Durante a noite reuniões quase intermináveis acontecem para
definir novas estratégias e melhorias a serem implementadas, tudo com
participação ativa dos grandes nomes do elenco de estrelas da Fórmula 1. Com
avaliações preliminares tudo leva a crer que o time da Mercedes deve continuar
com a imensa vantagem acumulada nos últimos tempos, mas com Ferrari e Red Bull
sim na cola. Algum “pulo de gato” com equipes surpreendendo sempre pode
acontecer, mas difícil também apontar isso nesse momento já que todos os
elementos e circunstâncias envolvidas tendem a serem lapidadas e modificadas.
Um grande abraço, boa semana a todos e até a próxima!
Texto a ser publicado também no site do Pop Bola Esporte Clube.



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