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Equipes 2017: Haas e Force India querem deixar de vez o estigma de times pequenos na Fórmula 1.

Em ano de regulamento novo, todas as equipes da Fórmula 1 buscam achar a solução mais funcional possível para o projeto e assim conseguirem o tão sonhado desempenho de ponta, ou ao menos chegar próximo aos carros líderes do pelotão. Experiência conta e muito, porém isso costuma funcionar melhor, é claro, com bons pilotos e corpo técnico competente dentro do time.

Novo bólido da Haas durante a primeira semana de treinamentos na pré-temporada em Barcelona - Foto: Divulgação.

É com esse pensamento que escuderias com orçamento de médio a razoável, como a Haas e a Force India, buscam se estabelecer na categoria. O grupo indiano já marca presença na F-1 desde 2007, quando comprou a Spyker, e os americanos da Haas tem ao menos um ano de aprendizado acumulado após um ano de estreia um tanto razoável na última temporada. Sergio Perez vai para o quarto ano junto do time de Vijay Mallya, e acumulou bons resultados além de pódios ao longo das últimas disputas, o que reforça a confiança do mexicano para voos mais altos. O companheiro de equipe será o jovem francês Esteban Ocon, que realizou em 2016 a primeira temporada da carreira, quando substituiu o fraco Rio Haryanto na agora falida Manor Racing.

Force India foi uma das equipes que aumentou a entrada de ar localizada no santantônio, logo acima da cabeça do piloto. Visual do bico não agradou boa parte dos fãs. - Foto: Divulgação.

Ocon inclusive teve prioridade em relação a outra promessa, Pascal Wherlein, alemão que até foi ligado à vaga de Nico Rosberg na Mercedes, mas acabou na Sauber, substituindo Felipe Nasr. A Force India deve apresentar um desempenho razoável, e vem demonstrando ao menos tempos consistentes e poucos problemas técnicos durante a pré-temporada, e assim eles devem brigar para ser a quinta ou quarta força do campeonato. Se a Red Bull tiver problemas mais sérios realmente, quem sabe o terceiro posto nos construtores não seja um sonho tão distante assim. O carro dos indianos, inclusive, tem histórico em anos recentes de andar muito bem em pistas velozes e com uso de pouca asa, como Spa e Monza. Para esta temporada o bólido tem mais a presença da cor cinza na carenagem, além do uso comum da barbatana, que voltou com força na categoria. Super destacável também foi o retorno do “degrau” no bico, uma solução aerodinâmica que não é das mais bonitas nos carros definitivamente.

Já o time americano é comandado por Gene Haas, chefe de equipe que já possui grande experiência no automobilismo, tendo trabalhado na NASCAR, e inclusive mantido a equipe no certame ao lado do também profundo conhecedor do universo motor, nada mais nada menos que Tony Stewart. Em 2016 começaram de forma bastante consistente, marcando pontos em diversas etapas com Romain Grosjean, que teve longa passagem pela Lotus. Esteban Gutierrez, o mexicano bem menos experiente e com mais uma chance na carreira, acabou por não aproveitar a oportunidade e não conseguiu nenhum ponto conquistado contra 29 do francês companheiro de time. Uma grande diferença principalmente em se tratando da categoria mais importante dos monopostos no mundo.

Quem chega para o cockpit deixado pelo mexicano que seguiu para a Formula E foi Kevin Magnussen, filho de Jan, e que teve grandes oportunidades em times reconhecidos como a McLaren e Renault (ano passado) e parecia mostrar bastante talento, mas o andar “da carruagem” não demonstrou esse aspecto e o dinamarquês precisa mostrar muito serviço nesse ano que será decisivo na carreira do piloto.

O carro de 2017 vem se mostrando constante nos treinamentos e figurando até entre os primeiros colocados, inclusive com pouquíssimos problemas mecânicos. A permanência dos propulsores alemães da Mercedes só ajuda ao time para mirar resultados mais constantes e satisfatórios ao longo de um ano que já começa com grandes expectativas para a categoria como um todo.

A previsão é que tanto Force India quanto a Haas estejam no meio do pelotão pela mais ferrenha das brigas que deve incluir times mais antigos da F-1 como Williams e até mesmo a Toro Rosso. Cada evolução aerodinâmica e no acerto dos carros, além das soluções para as unidades de potência pode mudar a ordem de forças nesta parte da tabela durante o campeonato.

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