O tetracampeão Lewis Hamilton saiu
da pole position para vencer de forma tranquila neste domingo o GP da Espanha
de Fórmula 1, a quinta etapa da temporada 2018. Desta forma, ele abriu
dezessete pontos de vantagem para Sebastian Vettel, da Ferrari, o rival mais
direto na luta pelo título. O pódio ainda teve Valtteri Bottas fechando a
dobradinha da Mercedes em segundo além de um surpreendente Max Verstappen
chegando em terceiro. Vale lembrar que o holandês da Red Bull não vinha com o
melhor dos ritmos e no final conseguiu um grande resultado após a tática de box
funcionar muito bem, sendo que ele ainda se aproveitou de erros dos rivais.
Piloto inglês vence a segunda consecutiva no ano e abre boa
vantagem sobre Vettel.
Hamilton foi absoluto em
praticamente todo o final de semana na pista de Barcelona, fez a pole no sábado
com pouca vantagem em relação aos carros da Ferrari, mas já havia assegurado o
mais importante: a posição de honra do grid em uma prova que sempre teve o
histórico de pouca ação e raríssimas ultrapassagens. E foi assim que aconteceu,
já que tivemos poucas emoções ao longo das 66 voltas de corrida. Na largada os
carros italianos chegaram a ficar perto, mas com o tempo Lewis ampliou e muito
a vantagem sem ser incomodado até o final. Portanto, venceu consecutivamente as
provas do Azerbaijão e da Espanha, o que mostra um ponto de virada dele e da
equipe no campeonato mundial de 2018. O famoso poder de reação da Mercedes
começa a aparecer de fato! Mesmo sendo o grande esportista que é, o inglês
volta e meia passa por períodos com menos motivação na categoria, é verdade.
Daí aparecem alguns resultados um tanto básicos e razoáveis, mas mesmo assim ele
sempre segue marcando pontos importantes. E quando Hamilton “ativa” o modo para
valer total aí praticamente não tem quem segure. Sai da frente!!!
Confusão geral na primeira curva e causada por quem? Romain Grosjean - a exemplo do que aconteceu na Bélgica em 2012.
Sebastian Vettel e a Ferrari começaram
a coçar a cabeça para pensar no que fazer inclusive nesta fase até a próxima
etapa em Monte Carlo, ainda neste mês de maio. O alemão teve uma prova que pode
ser considerada praticamente burocrática. Ele largou em segundo mas nunca
esteve em posição de realmente ser uma ameaça para assumir a liderança na
disputa. E para complicar, com o carro não rendendo o esperado a equipe italiana
resolveu arriscar uma tática com dois pit-stops contra apenas um da Mercedes.
Dessa forma, Vettel não recuperou o terreno perdido e ainda perdeu muito tempo
além de uma terceira posição garantida no pódio, pelo menos. Desperdiçou pontos
importantes que começam a deixar o principal rival confortável. Quase uma
repetição do que foi se desenrolando no ano de 2017 e deixou muitas frustações
para o time com base em Maranello, na Itália.
Não por acaso o novo visual e estilo de Lewis Hamilton ambos apareceram justamente no período em que ele voltou a vencer na categoria. Piloto inglês de bem com a vida e em alto astral para o retorno ao topo.
O troféu pneu furado do final de
semana na F-1 pode ser encaminhado diretamente ao francês Romain Grosjean, da
equipe Haas. Como se já não bastasse ele ter errado e batido sozinho durante o
período do carro de segurança na pista durante a prova passada, desta vez foi
ainda pior! O piloto do time americano acabou perdendo o controle do carro em
plena curva dois ao fazer o contorno por fora e logo atrás de Kevin Magnussen,
o companheiro de equipe. E assim foi para o meio da pista, ponto no qual
passava todo o resto do pelotão. Foi uma confusão danada com muita fumaça para
todos os lados e a visão dos outros competidores sendo bastante comprometida.
De quebra, Pierre Gasly, da Toro Rosso, e Nico Hulkenberg, da Renault, acabaram
não conseguindo desviar e acertaram o carro desgovernado na pista. Final de
prova para todos eles e Grosjean foi sentar justamente na lateral da pista para
refletir sobre os últimos desempenhos na categoria. Precisa e muito pensar
sobre essas apresentações, afinal elas lembram totalmente os acidentes e
problemas causados pelo mesmo Grosjean no ano de 2012 pela equipe Lotus, quando
o piloto precisou até mesmo de um psicólogo para ajuda-lo naquele período. Precisa
rapidamente retomar a confiança e segurança no traçado, afinal dessa forma fica
realmente difícil vislumbrar a permanência dentro da equipe para o próximo ano.
Texto a ser publicado também no site do Pop Bola Esporte Clube.



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