Pular para o conteúdo principal

Uma nova imagem para a Fórmula 1

A Fórmula 1 apresentou um novo logotipo para representar a categoria logo após o final da última etapa da temporada 2017, em Abu Dhabi, na última semana. Depois de longos 23 anos com uma identidade que se tornou icônica e marcante, sempre aclamada pelos fãs, a nova detentora dos direitos, a Liberty Media, viu que era o momento de uma mudança importante. Vale lembrar que para 2018 mais novidades e surpresas devem aparecer.



Bastou que a cerimônia do pódio com o vencedor Valtteri Bottas, da Mercedes, se encerrasse, para que o novo desenho fosse apresentado e aparecesse nas telas em LED para os torcedores e a imprensa de todo mundo. O design que foi assumido dividiu opiniões e foi de encontro com as especulações que já vinham tomado parte da mídia algumas semanas antes. Um estilo até um tanto simples, mas ao mesmo tempo moderno e em uma linha que vem sendo direcionada pelas empresas no atual momento do século XXI. Tanto a letra “F” como o número “1” estão unidos e foram colocados com a cor vermelha, o que fez até alguns aficionados falarem que isso poderia fazer lembrar a grande escuderia Ferrari na categoria.


Os homens que agora comandam o campeonato justificaram que o novo logo facilitará o uso em eventos e até mesmo para as equipes. Acredito que era preciso, de fato, uma mudança nesse aspecto também, o do desenho que representa a maior categoria da velocidade no mundo. Pode, a princípio, não ser tão marcante como o anterior, mas era chegada a hora de se adaptar e mostrar uma “nova cara”. Palavras em inglês como “slim” (fino) e “clean” (limpo) vem se tornando comuns.  A maioria dos pilotos, como por exemplo Hamilton e Vettel (os então postulantes ao título de 2017) também reclamaram bastante. Porém eu acho que é uma questão de costume. Aprovei a mudança e vamos conferir durante a pré-temporada e início de 2018 como ela pode ser melhor usada por todos aqueles envolvidos com o esporte.



A marca anterior demonstrava justamente a velocidade dos carros na Fórmula 1 e por vezes “enganava” os mais desavisados e desacostumados. Muitos achavam que o número um estava justamente na parte direita do desenho enquanto na realidade estava justamente no meio das partes mostradas ao grande público. É um novo direcionamento de marketing e nós, fãs do esporte, torcemos para que os cartolas e novos donos da categoria possam também revolucionar para melhor o regulamento técnico e as disputas na pista. Com todos esses detalhes caminhando juntos aí sim a expectativa de melhores dias para as corridas pode se tornar realidade durante os próximos anos. É aguardar para ver. Um grande abraço, galera, e até a próxima!

Por James Azevedo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

GP do Canadá traz boas memórias de Gilles Villeneuve

A pista da Ilha de Notre Dame, no Canadá, será palco da sétima etapa da Fórmula 1 2017 no próximo final de semana. O traçado que mistura elementos de circuito de rua e também pista permanente (as tradicionais) sempre traz na memória dos fãs belos momentos de Gilles Villeneuve, herói que nasceu no país e deu verdadeiros shows com o carro da Ferrari naquele local. A percurso em Montreal estreou na categoria no ano de 1978, mas vale lembrar que a F-1 já havia corrido antes em solo canadense tanto em Mosport como também Mont-Tremblant. Porém naquela oportunidade de um local para disputa no qual os pilotos ainda não conheciam, foi exatamente o piloto local Gilles Villeneuve que ganhou a primeira corrida da carreira pilotando o carro da Ferrari. Era apenas o segundo ano do competidor no topo do automobilismo mundial. Mesmo tendo a responsabilidade de substituir Niki Lauda na  Scuderia , ele mostrou todo o potencial logo de cara para a felicidade do  comendador  Enzo ...

F-1 passa a olhar mais para o lado humano buscando se reinventar como esporte

O GP da Espanha reservou muitas emoções, inclusive na briga pela ponta na qual Hamilton e Vettel protagonizaram um duelo marcante e que deve sinalizar o que teremos na sequência do campeonato, mesmo com alternâncias entre alguns resultados. Podemos citar o próprio inglês como destaque, a bela largada de Vettel, o excelente desempenho dos dois carros da Force India, e ainda o talento de Wherlein para levar um fraco carro da Sauber ao oitavo lugar. Além disso a prova ainda teve Fernando Alonso pela primeira vez finalizando um evento da F-1 no ano com a McLaren fora da zona de pontuação, mas ainda comemorando o “feito” obtido na terra natal.  Bastou Kimi Raikkonen abandonar a etapa com uma suspensão destruída que Thomas rapidamente demonstrou a tristeza de ver o ídolo fora da disputa. A reação espontânea de um fã mais que especial. Foto: Reprodução de TV. Porém os holofotes, ou boa parte deles, foram direcionados para o jovem francês Thomas Danel, de apenas 6 anos! O efusivo...

Uma Indy 500 com menos adrenalina em 2018

O australiano Will Power venceu a edição 102 das 500 milhas de Indianapolis no último domingo, porém as poucas disputas ao longo da prova desagradaram a maioria dos fãs e aficionados da Fórmula Indy. Mesmo especialistas e profissionais que trabalham cobrindo o certame também expressaram a surpresa de assistir uma das corridas que menos chamaram a atenção nos últimos anos em Indiana. O renovado kit aerodinâmico rapidamente se tornou a aprovação estética total por parte de todos, mas a falta de competitividade nas provas, tanto na Indy 500 como por exemplo em Phoenix há alguns meses evidencia que mais mudanças são necessárias. O americano Ed Carpenter correndo com a equipe própria alcançou mais uma impressionante pole position no mítico oval e foi um dos ponteiros durante a maior parte da corrida, mas lamentou que não tenha arriscado tanto para brigar pela ponta da maior etapa do automobilismo mundial. Terminou na segunda colocação, um resultado e tanto para ser aplaudido. Os carro...