A temporada 2017 na maior categoria do esporte a motor reservou muitos momentos de emoção e briga pelas vitórias e, é claro, pela própria taça do campeonato que terminou mais uma vez nas mãos de Lewis Hamilton, da Mercedes, como principal protagonista. Porém nas outras disputas nada surpreendeu mais (na minha opinião) do que o grande e constante bom desempenho da equipe Force India ao longo do ano.
A equipe indiana contou com uma dupla de pilotos jovens e rápidos mais uma vez: o mexicano Sérgio Perez e o francês Esteban Ocon. Os dois quase sempre ocupavam a zona de pontuação e os carros tinham rendimento e velocidade suficientes para até ameaçar os postulantes ao pódio. Se não foram excepcionais ao menos eles terminaram em quarto no campeonato dos construtores com incríveis 187 pontos. Ficaram atrás apenas das “gigantes” Mercedes, Ferrari e Force India.
O grupo que forma o time já é um tanto experiente e os dois esportistas super competitivos que ocuparam os cockpits dos carros geraram enorme pressão neles mesmos ao longo das etapas. É verdade que isso acabou resultando em “faíscas” e problemas entre eles como os toques que prejudicaram ambos tanto em Baku, no Azerbaijão, como também em Spa, na Bélgica. O clima esquentou no meio da temporada mas Perez e Ocon souberam dar a volta por cima e continuaram com bastante regularidade. Para mim foram a grata surpresa de 2017 mesmo que em anos anteriores eles já tivessem terminado em posições boas nas corridas. A constância conseguiu ser mantida e com certeza trouxe um bom dinheiro de premiação agora em dezembro.
Mesmo com os problemas do real dono da equipe, o Vijay Mallya, ele que chegou a ser preso por enormes dívidas e nem podia sair da Inglaterra, a Force India seguiu trabalhando forte e superando clássicos rivais como a própria Williams e a renovada Renault, quem diria. Foi um ano de uma pintura diferente afinal os chassis foram coloridos com o rosa da empresa britânica de tecnologia em água, e o novo esquema visual deu muita sorte nos resultados. O time pretendia mudar o nome de Force India para Force One em 2018, por exemplo, mas os donos da categoria não acharam interessante e vetaram a proposta. A ideia deles é, ao menos, repetir o desempenho da última temporada e justamente a quarta colocação na tabela das equipes.
Eles têm os pés no chão e sabem que brigar com as outras equipes de ponta e um orçamento bem maior é uma realidade fora de contexto. Mas nada impede que eles possam fazer um carro “bem nascido” e beliscar boas posições em pódios e até aproveitar corridas malucas em que talvez uma provável e surpreendente vitória possa cair no colo deles. Será possível? Tomara! Quanto mais vencedores na categoria sempre tornam a disputa muito mais atraente e vibrante. Um Feliz Natal a todos, galera! Aproveitem a data e o momento de celebração ao lado da família e de todos aqueles que vocês gostam, um grande abraço a todos e semana que vem falaremos mais de F1 por aqui. O mundo da velocidade não para!
Por James Azevedo


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