A Fórmula 1 conheceu neste domingo o vencedor número 107° da categoria na história, afinal Valtteri Bottas, da Mercedes, saiu da terceira para a primeira posição ainda na abertura da corrida para vencer de forma absoluta o GP da Rússia. É apenas o quarto GP do finlandês correndo pelas flechas de prata, ele que estreou em 2013 pela Williams e finalmente neste ano corre com um carro de ponta na carreira. Foi também a primeira vitória de um finlandês na F-1 desde 2013 e primeiro pódio com dois pilotos dessa nacionalidade desde 2008.
Em Sochi, um circuito pelo qual o finlandês já havia feito pódio (terceiro lugar) na estreia da pista em 2014, porém atuou de forma discreta nos treinos deste último final de semana. Apesar disso, demonstrou logo de cara na largada da corrida o quanto estava mordido por ter recebido ordens da equipe para deixar Hamilton passar durante a etapa anterior. Partiu sem patinar o carro no asfalto russo, e muito veloz, passou tanto o inglês tricampeão quanto o alemão Vettel, rival direto na luta pelo título. Nem a conhecida e eficiente tática de boxe dos italianos foi suficiente para “derrubar” o desempenho do finlandês. Valtteri até perdeu rendimento, mas se manteve à frente de Sebastian como um campeão, constante, e se portou corretamente ao dizer para o time via rádio que não falassem com ele durante as últimas voltas. É bom ficarmos de olho no veloz Bottas, afinal ele sempre demonstrou um foco diferenciado. Isso aconteceu nos últimos anos quando se caracterizou como piloto frio e cerebral para as atitudes em pista e também apresentar muito comprometimento durante as quatro temporadas em que esteve na Williams, três delas ao lado de Felipe Massa (nono na corrida deste domingo). Desta forma esteve constantemente batendo o brasileiro nos resultados. Foram nove pódios contra seis do brasileiro naquele período, por exemplo.
Podemos considerar uma redenção deste novo nome que agora sim, de fato, ocupa as primeiras posições do certame. Os fãs e muitos aqueles que seguem o circo da categoria vinham colocando que Bottas não merecia o posto que era ocupado por Rosberg até 2016. Tremenda injustiça! Afinal as circunstâncias (principalmente técnicas) entre o sucesso e posições mais modestas pertencem realmente a uma linha muito tênue no esporte a motor. Tudo pode acontecer mesmo em uma as vezes previsível categoria. Um completo alento para o piloto veio na corrida do Bahrein, quando fez a pole. Porém durante a disputa perdeu rendimento, e poucos souberam que ele teve um problema de pressão de pneus, fazendo abrir caminho para os adversários e fechando mais uma vez em terceiro. O finlandês tem tudo para ter uma carreira brilhante sim, e por vezes incomodar os ponteiros e o companheiro de equipe, acredito eu para título, mas esse detalhe não ainda durante o atual ano. Mas ele vai chegar lá. Apesar disso, para o campeonato ficaria ainda mais interessante se ele entrasse de vez na briga com Vettel e Hamilton, afinal deixaria a disputa ainda mais emocionante. Sobre o caráter histórico desta segunda-feira na história da F-1, não podemos deixar de lembrar os 23 anos sem o grande Ayrton Senna, piloto que marcou para sempre uma época dourada na categoria e deixou fãs para sempre. Grande abraço e até a próxima semana!
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