Pular para o conteúdo principal

Lance Stroll confirmado na Williams - O jovem realmente pode impressionar?

Stroll e Bottas - a dupla da equipe inglesa Williams finalmente é apresentada para 2017. Foto: WilliamsF1.

Se Felipe Massa já havia anunciado a aposentadoria da F1 ao final desta temporada, a Williams precisava de um substituto, e mais do que isso, precisava de um competidor que trouxesse bastante dinheiro, o aporte de recursos necessário para ajudar ao time inglês. E nesta quinta-feira, mesmo com a já evidente expectativa gerada há algum tempo, Lance Stroll, após completar 18 anos, foi apresentado como o novo piloto da equipe de Grove para 2017. O patrocínio da empresa de bebidas Martini evitava que um anúncio antes da maioridade do jovem competidor fosse concretizado.

Ao lado do jovem que foi campeão da F3 Européia em 2016, permaneceu Valtteri Bottas, o rápido finlandês que vai para a quinta temporada na F1 e o quinto ano seguido no time de Frank Williams. Bottas inclusive foi ligado por diversas ocasiões a uma transferência para a Ferrari, mas no final das contas os italianos optaram pela permanência do experiente Kimi Raikkonen ao lado do tetracampeão Sebastian Vettel. Para Stroll cada treino e prova será um completo aprendizado, e o moleque já vem testando carros de 2014 para poder se ambientar mais a bólidos mais rápidos e difíceis de guiar. Vale lembrar que o regulamento permite apenas testes com chassis e carros mais antigos, e a restrição sempre atrapalha os novatos, mas tendo contato com carros mais velozes já ajuda bastante para que Stroll possa ganhar quilometragem.

Com praticamente três anos em categorias de formula, o filho do bilionário Lawrence Stroll (do ramo de empresas com atuação no cenário de vestuário), terá que provar rapidamente o seu valor, mesmo na condição de levar combustível financeiro para o time. Afinal, no circo da categoria sempre há outros pilotos com valores altos ou semelhantes para tentar abocanhar determinado cockpit. Para a Williams, o staff técnico da equipe liderado por Claire Williams espera melhor sorte, já que após uma excelente temporada de 2014 com diversos pódios de Massa e Bottas, além da terceira colocação no Mundial de Construtores, os anos seguintes mostraram outra decaída da lendária marca que já teve outros brasileiros guiando na história da Fórmula 1. Em 2016, ambos os competidores penaram, sofreram completamente para terminar com os carros na zona de pontuação e praticamente assistiram ao crescimento de até mesmo equipes medianas..

Lance Stroll é o décimo sexto canadense a chegar na Fórmula 1, sendo o último deles nada mais nada menos que Jacques Villeneuve, campeão mundial da categoria em 1997 com a mesma Williams, e que encerrou de forma melancólica o ciclo na categoria ainda na metade da temporada 2006, há cerca de dez anos após mais uma batida, a qual levou o time da BMW a substituí-lo pela então promessa polonesa Robert Kubica.

Após o sucesso de Max Verstappen, que subiu da Toro Rosso para o time principal dos energéticos, a Red Bull, Stroll espera repetir este esquema de muito sucesso até aqui, mas evidentemente precisará contar muito mais com a sorte em uma equipe que apesar de lendária, com profissionais experientes e garagista, de origens marcantes, não vem há tempos mostrando o desempenho de outrora. Se times como a Ferrari e mesmo a McLaren tem o poderio tecnológico e financeiro, a Williams ficou para trás. No melhor dos cenários com o novo regulamento, se a equipe técnica conseguir produzir um conjunto um tanto confiável, talvez poderemos esperar surpresas positivas de mais um recém chegado na maior categoria de corridas do mundo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

GP do Canadá traz boas memórias de Gilles Villeneuve

A pista da Ilha de Notre Dame, no Canadá, será palco da sétima etapa da Fórmula 1 2017 no próximo final de semana. O traçado que mistura elementos de circuito de rua e também pista permanente (as tradicionais) sempre traz na memória dos fãs belos momentos de Gilles Villeneuve, herói que nasceu no país e deu verdadeiros shows com o carro da Ferrari naquele local. A percurso em Montreal estreou na categoria no ano de 1978, mas vale lembrar que a F-1 já havia corrido antes em solo canadense tanto em Mosport como também Mont-Tremblant. Porém naquela oportunidade de um local para disputa no qual os pilotos ainda não conheciam, foi exatamente o piloto local Gilles Villeneuve que ganhou a primeira corrida da carreira pilotando o carro da Ferrari. Era apenas o segundo ano do competidor no topo do automobilismo mundial. Mesmo tendo a responsabilidade de substituir Niki Lauda na  Scuderia , ele mostrou todo o potencial logo de cara para a felicidade do  comendador  Enzo ...

F-1 passa a olhar mais para o lado humano buscando se reinventar como esporte

O GP da Espanha reservou muitas emoções, inclusive na briga pela ponta na qual Hamilton e Vettel protagonizaram um duelo marcante e que deve sinalizar o que teremos na sequência do campeonato, mesmo com alternâncias entre alguns resultados. Podemos citar o próprio inglês como destaque, a bela largada de Vettel, o excelente desempenho dos dois carros da Force India, e ainda o talento de Wherlein para levar um fraco carro da Sauber ao oitavo lugar. Além disso a prova ainda teve Fernando Alonso pela primeira vez finalizando um evento da F-1 no ano com a McLaren fora da zona de pontuação, mas ainda comemorando o “feito” obtido na terra natal.  Bastou Kimi Raikkonen abandonar a etapa com uma suspensão destruída que Thomas rapidamente demonstrou a tristeza de ver o ídolo fora da disputa. A reação espontânea de um fã mais que especial. Foto: Reprodução de TV. Porém os holofotes, ou boa parte deles, foram direcionados para o jovem francês Thomas Danel, de apenas 6 anos! O efusivo...

Uma Indy 500 com menos adrenalina em 2018

O australiano Will Power venceu a edição 102 das 500 milhas de Indianapolis no último domingo, porém as poucas disputas ao longo da prova desagradaram a maioria dos fãs e aficionados da Fórmula Indy. Mesmo especialistas e profissionais que trabalham cobrindo o certame também expressaram a surpresa de assistir uma das corridas que menos chamaram a atenção nos últimos anos em Indiana. O renovado kit aerodinâmico rapidamente se tornou a aprovação estética total por parte de todos, mas a falta de competitividade nas provas, tanto na Indy 500 como por exemplo em Phoenix há alguns meses evidencia que mais mudanças são necessárias. O americano Ed Carpenter correndo com a equipe própria alcançou mais uma impressionante pole position no mítico oval e foi um dos ponteiros durante a maior parte da corrida, mas lamentou que não tenha arriscado tanto para brigar pela ponta da maior etapa do automobilismo mundial. Terminou na segunda colocação, um resultado e tanto para ser aplaudido. Os carro...