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McLaren tem mudança importante na F-1

Após 37 anos de envolvimento a parceria entre o inglês Ron Dennis e a equipe McLaren chegou ao fim definitivo na última semana. O agora ex-presidente e diretor do grupo na categoria enfim vendeu as ações que detinha e completou uma saída que foi iniciada ainda no ano passado. Afinal em 2016 o conselho do lendário time já havia decidido que o dirigente se afastaria das principais funções de liderança.



Um golpe duro para o antigo chefe de Ayrton Senna durante os três títulos mundiais do brasileiro no certame, mas sinal dos novos tempos que vem apresentando rostos novos à frente de equipes tradicionais. Ron comprou em 1980 a equipe iniciada pelo lendário Bruce McLaren duas décadas antes. A partir daí e junto de parceiros que se tornaram essenciais, o grupo que tem base na cidade de Woking (na Inglaterra) caminhou para a conquista de dez campeonatos mundiais de pilotos e sete de construtores ao longo dos anos seguintes. Quando lembramos dos principais momentos de Ron na F-1 acabamos resgatando as imagens da felicidade com a qual ele saudava o mais vitorioso dos competidores brasileiros ao final de tantas provas com bons resultados, vitórias e é claro, campeonatos.



Nomes como Niki Lauda, Alain Prost, o próprio Senna, além de Mika Hakkinen e por último Lewis Hamilton realmente se consagraram como alguns dos grandes pilotos de todos os tempos correndo em carros marcantes e que tiveram primeiro o esquema de pintura com o vermelho e branco e depois o prateado da então parceria com a Mercedes.

O valor das ações que eram de Ron Dennis e agora pertencem ao atual grupo que faz a gestão da Mclaren não foram divulgados, mas estima-se que gire em torno dos 1,8 bilhão de reais ou 275 milhões de libras. Realmente nada mau para alguém que se dedicou em tantas décadas e ajudou a trazer imenso sucesso a uma equipe que se tornou o reflexo e a história da própria Fórmula 1. Atualmente com 70 anos, Dennis pode ter encerrado o ciclo como uma pessoa que geralmente demonstrava um comportamento frio nos boxes da categoria. Além disso ele era muito duro em negociações e atitudes com outros dirigentes e até em relação aos próprios pilotos, mas com certeza se tornou um nome a ser lembrado para sempre no cenário das corridas de automóveis.



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