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F1 mais política do que nunca - Parte I



 
Uma imagem que não veriamos no ano que vem: Ferrari junto da FIA. Foto: IMAGO
Por James Azevedo

As brigas políticas na Fórmula 1 em busca dos interesses de equipes, patrocinadores e principalmente dos dirigentes sempre ocorreu de uma ou outra forma. Crises como o problema dos pneus em Indianápolis/05 ou a possível exclusão da equipe Mclaren por espionagem em 2007 também chamaram a atenção do mundo e abalaram a estrutura dos bastidores da categoria máxima do automobilismo mundial. Mas nada comparável ao que se vive neste momento. Depois de meses de discussão em relação ao regulamento imposto pela FIA para a temporada 2010, onde as equipes não aceitavam o valor imposto de 40 milhões de libras como o máximo para gastos, e quem não quisesse aderir a este valor, teria então tubos de dinheiro para gastar, mas ao mesmo tempo também teria limitações técnicas, ou seja, a categoria deixaria de ter investimentos na sua parte tecnológica (que sempre foi o seu forte) além de um verdadeiro "abismo" entre os times participantes, formando dois grupos distintos de disputa em um mesmo campeonato.
Liderados pela Ferrari, as escuderias se manifestaram contra através da Associação das Equipes (FOTA) criada no ano passado, e aos poucos um acordo parecia ser costurado. E no dia 29 de maio, o último dia de inscrições para a temporada do ano que vem, nove times, exceto a Williams (por dispor de parceria com a FIA para produzir carros de F2) enviaram inscrições condicionadas, ou seja, se o teto orçamentário fosse favorável as equipes, elas confirmariam suas inscrições, mas caso contrário retirariam sua participação. Diante da situação, o prazo foi prorrogado até o dia 12 de junho, onde o anúncio mostrou de novidade apenas os nomes de USF1, Campos e a surpreendente Manor GP e mantendo as equipes tradicionais com o asterisco ao lado de seu nome, onde nada ainda estava certo. Nos dias seguintes seguiram-se ameaças, boatos e críticas por parte dos envolvidos e daqueles que acompanham o esporte. Desta maneira que na última quinta-feira (véspera do GP da Inglaterra) todos os chefes de equipe se reuniram na sede da Renault e em uma reunião de apenas uma hora chegaram a um consenso para em seguida anunciar publicamente que as oito equipes restantes estão deixando a Fórmula 1 para criar sua própria categoria sem a chancela da FIA. Uma notícia que chocou a todos, até mesmo aqueles que acompanham de perto e há muito tempo o certame.
Isto signifca que assistiriamos uma Fórmula 1 sem Ferrari, Felipe Massa, Mclaren, Alonso e até mesmo o tradicional circuito urbano de Mônaco, que se manifestou à favor de fazer parte de um campeonato onde A FERRARI esteja presente. Ainda é muito cedo para se fazer projeções, mas a indicação é de que esse comunicado foi apenas o começo de um longo processo nada agradável ao automobilismo.

Equipes inscritas para a Fórmula 1 em 2010:

Williams
Force India
Manor GP (nova equipe)
USF1 (nova equipe)
Campos GP (nova equipe)

Equipes que formariam o novo campeonato da FOTA em 2010:

Ferrari
Mclaren
Red Bull
Renault
Toro Rosso
BMW
Toyota
Brawn GP

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